Carta do “pai” da web Tim Berners-Lee e o Código de Conduta para Agentes Digitai da ABRADi

Por Administrador, 20 de março de 2017

Alou comunidade digital brasileira,

 

No começo da semana, no dia do 28º aniversário da web, Tim Berners-Lee, seu criador, publicou uma carta ao mundo com sua visão sobre o que precisamos fazer para concretizar a rede como uma plataforma equitativa, capaz de beneficiar toda a humanidade.

 

Na carta ele destaca 3 pontos: “Nós perdemos o controle sobre nossos dados pessoais”,  “É muito fácil difundir desinformação na web” e “Propaganda política online precisa de transparência”.

 

A ABRADi compartilha da mesma visão e sobre “Propaganda Política Online” destaca que a entidade produziu no ano passado o “Código de Conduta para Agentes Digitais em Campanhas Eleitorais”, que norteia os associados que trabalham em campanhas eleitorais e, possivelmente, é o primeiro documento no mundo com ênfase em conduta para agentes digitais em eleições.

 

São ações pioneiras e estruturantes como essa que fazem da ABRADi uma entidade atuante, relevante e crível, capaz de orientar os caminhos para o setor digital brasileiro, sem perder o foco nos negócios, na sociedade e no cidadão. E todos sob o guarda-chuva da lei.

 

A carta de Tim Berners-Lee está em português em  http://webfoundation.org/2017/03/web-turns-28-letter/#VersionPT

 

O “Código de Conduta para Agentes Digitais em Campanhas Eleitorais” da ABRADi está abaixo e anexo (clique aqui para baixar).

 

 

“CÓDIGO DE CONDUTA DA ABRADi PARA AGENTES DIGITAIS EM CAMPANHAS ELEITORAIS”

 

Valores

 

A ABRADi acredita que:

 

  • a Internet permite que todos os seres humanos se manifestem, facilitando a pluralidade de vozes da sociedade, observando o respeito às opiniões contrárias;

 

  • a Internet é de todos e para todos, sem exceção de raça, gênero, situação econômica, localização geográfica, orientação sexual, ideológica, religiosa ou partidária, e deve ser acessível aos portadores de deficiência;

 

  • a Internet é de todos, desde que seja respeitado o ordenamento jurídico brasileiro, observando a importância do Marco Civil da Internet e a legislação eleitoral vigente;

 

  • a Internet amplia a transparência, facilita o acesso a dados, permite maior interação entre os candidatos e os eleitores e agiliza checagens, instrumentalizando a sociedade na fiscalização do poder, dos políticos, dos candidatos e demais envolvidos no processo eleitoral;

 

  • a Internet é uma das principais ferramentas de fortalecimento e consolidação da democracia.

 

 

Conduta

 

A ABRADi recomenda às empresas associadas:

 

  • adotar como prática diária o conhecimento e cumprimento da legislação que regula o trabalho digital para campanhas eleitorais;

 

  • trabalhar na construção de um ambiente propositivo, auxiliando os candidatos no uso dos melhores recursos digitais e tecnológicos;

 

  • zelar pelas informações que lhes foram confiadas sob sigilo, bem como adotar mecanismos de proteção e controle de guarda e vazamento de informações junto aos profissionais da equipe de campanha;

 

  • utilizar ferramentas atualizadas que previnam ataques hackers, invasões e fishing, bem como não fazer hacking, invasões ou fishing ao adversário;

 

  • trabalhar com ferramentas e provedores que garantam a integridade dos dados armazenados;

 

  • comportar-se na campanha eleitoral com os mesmos valores que na atividade empresarial: respeito aos direitos autorais, direitos trabalhistas, direitos de propriedade intelectual, softwares e hardwares legalizados;

 

  • levar em conta que campanhas digitais eleitorais são atividades complexas e multidisciplinares que exigem especialistas em todas as áreas de tecnologia, segurança, comunicação e direito;

 

  • lembrar que SPAMs de SMS, WhatsApp e e-mail marketing são práticas desleais, injustas e ilegais; portanto, não fazer, não deixar fazer, nem se omitir;

 

  • não divulgar fotos, declarações, dados e perfis falsos ou stalking, envenenam a campanha e o ambiente político da disputa e colocam em risco a reputação da empresa. Ataques e atitudes digitalmente criminosos podem ser rastreados e responsabilizados perante a Justiça.